Museu da Horta
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A centralidade da Horta no tempo da cabotelegrafia por cabo submarino

Em dezembro de 2013, foi inaugurada uma exposição no Museu da Horta dedicada ao papel  que a cidade teve no tempo da cabotelegrafia por cabo submarino.

Dela fazem parte painéis temáticos relativos à evolução do estabelecimento das comunicações telegráficas internacionais e da centralidade da Horta neste contexto, com a apresentação de equipamentos tecnológicos e um elemento multimédia sobre a ilha do Faial no tempo da introdução desta alta tecnologia do séc. XIX.

 No século XIX, após já ter sido efetuada uma ligação direta entre a Europa e a América por cabo submarino, os Açores dada sua posição geográfica no Atlântico foram disputados pelas potências internacionais para o estabelecimento de uma ligação intermédia entre os dois continentes.

A partir de 1855, o Governo Português receberia diversas propostas e projetos, quer a título individual, quer por parte de companhias privadas, mas este tornou-se um processo decisório moroso, dadas as rivalidades internacionais e o domínio da diplomacia britânica sobre o Estado Português.

Não obstante a disputa política entre as potências mundiais para o domínio das comunicações intercontinentais, Charles William Dabney (1794-1871), que sucedeu ao pai John Bass Dabney no Consulado da Horta dos Estados Unidos da América em 1826, pela primeira vez procurou influenciar a administração americana para que essa ligação por cabo submarino passasse pelos Açores.

Só a 22 de Agosto de 1893, se completava a ligação entre Carcavelos - Ponta Delgada - Horta, mediante um contrato com a Telegraph Construction and Maintenance Company, a partir do qual começariam a desenvolver-se novos projetos de lançamento de uma rede de cabos submarinos ligando o arquipélago ao continente português, e daí a outras partes do mundo.

A ilha do Faial revelar-se-ia o principal ponto intermédio de ligação no Atlântico Norte. Entre 1900 e 1928, ficaria ligada à Alemanha, Canadá, Estados Unidos da América, Irlanda, Cabo Verde, Itália e França, fixando-se os principais pontos de amarração do seu lado norte, na praia da Conceição, e do lado sul, na zona de entre montes, em Porto Pim.

As empresas internacionais de cabo submarino mantiveram-se na Horta durante 76 anos, entre 1893 e 1969, e esta singularidade da ilha do Faial na confluência das rotas dos cabos que cruzam o Atlântico Norte, alterou o seu “modus vivendi” como a projetou no âmbito do domínio global das comunicações.

 

Data Inicial
2013-12-17
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